Faça um filho comigo!

Adoção e Coparentalidade: família baseada em muito amor e altruísmo

O desejo de ser mãe sempre existiu. Não sabia ao certo como me tornaria mãe, mas tinha certeza que teria mais de um filho. Hoje sou mãe, por adoção. Minha filha chegou em 2011, com quatro meses de vida. Quando a vi pela primeira vez, tive a certeza de que aquela era minha filha. Sou mãe independente e hoje vejo na coparentalidade a opção de ter um segundo filho. Sim! Eu posso gerar! Nunca tive problemas e, segundo meu ginecologista, estou prontinha para engravidar, mesmo aos 42 anos.

Bem, o desejo da adoção foi despertado há cerca de dez anos. Resolvi apadrinhar uma criança, que mora em abrigo, no natal. A experiência foi fantástica. O carinho que recebi inesquecível. E nas idas e vindas ao abrigo pensei: por que não?

Amadureci a ideia, preparei a casa, o quarto, meu coração. Minha gravidez e parto foram maiores, mas intensos e vividos com muita ansiedade. Em junho daquele ano, chegou minha filha. Linda e cheia de saúde. Passaram os anos de maior dependência da minha filha, como tomar banho sozinha, comecei a pensar em um segundo filho.

Conheço um casal amigo que fez inseminação artificial, ambos gays, mas nem imaginava que se chamava coparentalidade. Conversando com uma amiga em comum, ela me explicou que eles se conheceram em um grupo de pessoas que queriam realizar o sonho de ter um filho.

Pesquisei sobre o assunto e, primeiramente, procurei por doadores de esperma. Um doador de São Paulo entrou em contato comigo. Conversamos, expliquei o meu desejo e ele me disse que estava na “tribo” errada e me apresentou ao grupo da coparentalidade. Assim que conheci, a identificação foi instantânea.

Fiz contato com alguns homens e em março fizemos nossa primeira tentativa que, infelizmente, não vingou. A ideia é realizar outras tentativas em breve e gerar o meu segundo filho e o primeiro do meu parceiro de coparentalidade. Confesso que não vejo diferença entre adoção e ter um filho biológico, mas vejo uma grande semelhança que move as duas decisões: o amor puro e genuíno.

Tenho me cuidado para dar atenção à minha filha que hoje tem sete anos e também para engravidar com saúde. Espero que no até o final deste ano consiga engravidar e realizar o meu sonho, do meu companheiro e da minha filha que tanto pede um irmãozinho.

L.R., membro de Pais Amigos

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