Faça um filho comigo!

Gestação

“Eu sempre desejei ser mãe, mas não via de forma alguma, uma relação afetiva sadia minha que realmente desejasse dividir a tarefa da maternidade. Isso por preconceito comigo, minha família, por não estarmos dentro do cenário social padrão. Então deixei de lado a ideia, esqueci…

Mas é Deus que planeja nossas vidas. Certo dia, lendo Revista Pais e Filhos, vi uma reportagem sobre pessoas solteiras, de vida resolvida e independentes, que estavam realizando o sonho da maternidade, isso lá pelos idos de 2009, 2010. Dois a três anos depois,  já se abordava a pareceria de paternidade, situação de vários casais, solteiros, homens e mulheres, hetero ou homossexuais, trans. Então eu fui pesquisar na internet e descobri muitos sites internacionais específicos para isso. Mas no Brasil, pouca coisa se falava, pouca coisa existia.

Belo dia, pelo final de Janeiro ou início de Fevereiro de 2015, descobri um grupo no Facebook. Fiz contato com a administração, que me explicou todo o processo. Enfim encontrei o que estava lendo em matérias de revista e vendo na TV. Logo pensei que encontraria também minha parceria.

Entrei, fiz minha apresentação no grupo, falei com vários rapazes. Vi muitas dificuldades, porque logo eles desistiam de manter contato, por estar muito distante. Na região norte e nordeste havia pouca opção.

Mas nunca desisti, continuei minha busca, minha luta. E, depois de um ano, surgiu alguém, fora da minha região. Mas que não desistiu. Mantemos contato, diversas conversas, muitos diálogos, trocas de experiências em todo o processo. Então tudo foi se encaixando e acontecendo. Começando a fazer sentido.

Mesmo distantes, ele vinha me ver e nos encontrávamos pessoalmente. Firmamos então nossa parceria. E começamos a tentar engravidar no ano passado (2016). Em junho deste ano, o tão esperado positivo foi conquistado. Uma experiência super gostosa, maravilhosa. Sensação que só quem engravida e gera uma criança sabe como é. Assim, o pai também está “babão”, já comprou roupinhas e presentes. Entra em contato pela internet diariamente, querendo saber de tudo, pesquisa todos os conteúdos sobre responsabilidade e gastos. Mesmo distante, é um pai totalmente presente em interesse, afetividade, cuidado e carinho.

Ele virá para acompanhar o pré-natal. E, tentará vir, todos os meses, sempre que possível. Está sendo uma relação extremamente sadia, respeitosa, amiga. Uma verdadeira parceria.

Agradeço muito a Deus e ao grupo por esse bebê que chegará em fevereiro de 2018.”

Aparecida Sobral, 38 anos, técnica em segurança do trabalho

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Data : 08 jul 2017

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