Faça um filho comigo!

Tentantes

“Nossa jornada pela maternidade começou em 2014. Sim, nossa! Porque minha história na Coparentalidade e fora dela,  inicia com a participação da minha parceira , namorada e também futura mamãe do meu filho. Nesse mesmo ano, começamos a empreitada de consultas e exames em clínicas de inseminação artificial!

Na época, conhecemos um amigo de uma amizade em comum ao qual seu maior sonho era ser papai e resolvemos em conjunto que teríamos uma parceria de paternidade. Sim, antes mesmo de saber da existência de um grupo sobre o tema. Após um tempo, resolvemos que iríamos cancelar o projeto, acredito que por planos da vida. Fiquei um tempo em “pausa” refletindo se realmente daria continuidade ao meu sonho, se partiria para inseminação artificial ou se desistiria. Sim, cheguei a pensar em desistir.

Exatamente em Março de 2016 meu coração volta a se encher de esperança , após pesquisar na internet “pais amigos” , encontrei o grupo Coparentalidade Responsável e Planejada e me identifiquei com os ideais propostos. Logo pensei:  ‘fantástico, existem outras pessoas por aí que pensam como eu, que querem dividir a experiência de ter um filho sem relacionamento romântico’.

Então enviei uma solicitação para entrar e a administradora, que hoje se tornou uma grande amiga, me aceitou e me enviou as regras. Logo, eu e minha namorada começamos a empreitada de achar um cara bacana para dividir essa experiência . Nessa busca, o filtro inicial era em relação à distancia, somos de Campinas (interior de São Paulo) e queríamos alguém da cidade, região ou até mesmo de São Paulo capital. Passando nesse ‘filtro’ da distância, excluíamos os preconceituosos e os que não queriam um filho com duas mamães. Conversamos com dois rapazes  de ideias  e pensamentos fantásticos, mas formar uma parceria coparental não é como escolher uma roupa ou perfume, tem que ter química , entendimento e paixão. Sim, isso mesmo: paixão. Pela aura e alma da pessoa. 

Desde o dia em que entrei no grupo, procurei sempre me manter ‘atualizada’ sobre os novos membros que entravam e fazia o possível para participar dos encontros presenciais que geralmente ocorriam em São Paulo. E foi em um desses encontros, no terceiro que eu participava,  no dia 31 de Julho de 2016 pra ser mais exata, que encontrei o meu ‘casamento da alma’, então conheci o futuro papai do meu filho!

Nunca havíamos conversado em redes sociais, simplesmente o destino ‘mexeu os pauzinhos’ e nos conhecemos nesse encontro! Após esse dia, começamos de forma natural a construção da confiança e da amizade, foram muitas conversas, encontros e diversão, fizemos todos os exames pertinentes para saber se estava tudo certinho para dar o ‘start’ ao projeto ‘baby’ de forma saudável.

Quase um ano depois, em 16 de Junho de 2017 (dia em que escrevo esse texto), daremos o start ao nosso projeto.  Ele virá a Campinas e faremos a primeira tentativa. Estou feliz e ansiosa, mas sei que é só o início desse projeto para o resto da vida”.

 


“Eu sempre quis ter um filho antes de pensar em ter uma família, mas a vida vai te pegando em trabalho e estudo e você vai adiando. A vontade foi apressada quando aos 29 anos eu descobri que tinha endometriose, retirei um ovário e meu médico disse que não poderia mais perder tempo.

Conheci o grupo no face depois de uma busca no Google por ‘pais sem relacionamento amoroso’. Nessa busca, conheci o termo coparentalidade e a procura por um parceiro começou. Conheci meu parceiro fora do grupo, pois já somos amigos há muitos anos, o convite a ele foi feito depois dessa apressada do médico e de conhecer a coparentalidade.

Eu sou lésbica e ele gay, mas sempre tivemos essa vontade de ter um filho e estamos agora tentando realizá-la com a preocupação de dar uma família à criança e não apenas a uma simples reprodução.

A corrida começou! Fizemos todos os exames e começamos a tentar por inseminação caseira (IC) há seis meses. Mas ao descobrir que meu problema se agravou, mês passado, precisei tratar e logo faremos por Fertilização in Vitro (FIV), que é a recomendação do meu médico para esse caso.

Mas para fazer a FIV com meu amigo, precisamos assinar um termo de união estável. O que parece absurdo quando você pensa que uma mulher solteira que queira ter um filho em uma produção independente com sêmen de doador anônimo pode fazer o procedimento sem implicações regulamentares, mas um casal de amigos prontos a dedicar todo amor ao filho e preparados para tanto não podem.

Apesar de não ter achado meu parceiro no grupo, encontrei amigas e amigos que compartilharam suas inseguranças, histórias de luta, tentativas e positivos. Foi um apoio essencial para essa luta que é, muitas vezes, longa. Recentemente uma amiga do grupo, que começou a tentar no mesmo período que eu, conseguiu seu positivo, me dando mais força pra enfrentar a jornada.”

LR, 

Atividades

Categoria:,

Data : 08 jul 2017

To Top